14.10.09

"UMA CONVERSA SEM PROVÉRBIO NÃO ANIMA"



"A zona sobre qual me debruço é a que vai do Libolo a Kibala, abrangendo Kilenda, Ebo, Gabela, Mussende e partes do Uaco-Kungo, Kassongue entre outros espaços da Província do Kuanza-Sul." Luciano Canhanga


Caro Luciano,
Gostei muito dos temas dos seus blogues e permita-me reproduzir um trecho do que escreveu no seu ENSAIOS...COMUNICAÇÃO & HISTÓRIA:

"A par da língua portuguesa que é o símbolo de identidade angolana e pilar basilar para a construção da Nação, as línguas locais (também chamadas de nacionais) e seus sub-grupos ou dialectos devem ser objecto de investigação, divulgação e ensino, de modo a perpetuá-las e ocuparem o seu lugar no desenvolvimento socio-económico, político e cultural de Angola.
Devemos entender que “um povo sem cultura não é um povo” e uma cultura funda-se num veículo de transmissão de ideias, sentimentos, crenças, ritos e atitudes, ou seja, uma língua.
E como dita a minha tradição “kaiete lia sapo caioto”, eis aqui a minha contribuição.
Ngoia: Kaiete lia sapo Kaioto.
Tradução literal para português: uma conversa sem provérbio não anima.
Sentido pedagógico: uma exposição sem exemplos não convence. Ou seja, toda exposição tem de ser seguida de exemplos. Não basta dizer, é preciso demonstrar."
 Por: Luciano Canhanga /Fev. 2005
Publicada por MESU MA JIKUKA

 Fica assim lançado o desafio, com o seu contributo, retirado de Mesu Ma Jikuka (Luciano Canhanga), para novos comentários sobre um rico e apropriado tema:
UMA CONVERSA SEM PROVÉRBIO NÃO ANIMA.


6 comentários:

Alexandre Correia disse...

Olá Madalena,

Faz todo o sentido. Uma conversa sem provérbio não anima mesmo. Talvez as gerações mais novas não compreendam, mas sempre podem recorrer a um dicionário de provérbios, porque ele existe. E nos dias que correm, qual o provérbio que mais apetece dizer? Eu sugiro, até porque penso frequentemente nele, que "não há bem que nunca acabe, nem mal que sempre dure". Oxalá este seja mesmo verdadeiro, porque bem falta nos faz que o mal que anda por aí termine rapidamente. E este mal pode ser entendido num sentido muito amplo, pois nele encaixa-se perfeitamente tanto a crise que nos assola, como a maldade que ainda por aí aos molhos.

Beijo,

Alexandre Correia

PS - Promete que em breve irei aceitar o convite para contribuir para este blog, escrevendo uma crónica sobre a ignorância e a saudade. Um jovem com quem me tenho cruzado nalguns blogs sente tantas saudades de Salazar, que morreu antes dele nascer — o que torna o sentimento particularmente estranho — que está a obrigar-me a debater estas duas questões e o casamento entre elas. Ignorância e saudade. em breve!

Madalena disse...

Olá, Alexandre
Fico ansiando pelos teus comentários, como calculas, embora entenda a azáfama em que te encontras nesta matéria.
O sucesso do teu AS VIAGENS DE ALEX está garantido e continua a ser leitura obrigatória.
Quanto aos provérbios, são universais e assentam numa sabedoria popular feita de experiência milenar. Muitos estarão culturalmente ultrapassados, outros, como o que citas, são intemporais.
Gosto particularmente deste provérbio chinês e que tem um pouco a ver com os recentes comentários do teu blogue:
"Dá a um homem faminto um peixe e alimentá-lo-ás por um dia. Ensina-o a pescar e alimentá-lo-ás para o resto da vida".
Bjs e obrigada pelo teu contributo.

Eliane Jany Barbanti disse...

Olá Madalena,adorei seu blog!!!
Agradeço sua visita ao NUPSEA e por torna-se nossa seguidora, volte sempre.
Beijos de luz.
Eliane

Madalena disse...

Olá, Eliane
Obrigada pelo gentil comentário. O seu blogue é muito interessante e vou segui-lo pela certa, pois aborda a psicologia do desporto de um modo muito pragmático e didáctico, para além de outros temas associados e que são relevantes no domínio da psicologia, do meu ponto de vista.
Quanto ao meu blogue, ando um pouco à deriva...Sou estreante destes espaços mas...quem sabe se a deriva não é mote também para um ponto de vista? Conciente ou não, a intencionalidade do meu blogues vai tomando forma, numa espécie de busca sempre latente que não quero perder, mas sendo moldada por todos os que para ele contribuem e dele, por isso, fazem parte integrante, como é o seu caso.
As fotos que coloco são motivos, como no seu blogue tão bem explica, para impulsionar a refexão, o pensamento, o ponto de vista, o comentário. Depois, são os seguidores que o movem... e provocam novas ligações, uma rede infindável de experiências e sabedoria, de motivações e descobertas. Quase sempre gratificantes. Conto consigo, seu saber e experiência.
Um beijo da
Madalena

MESU MA JIKUKA disse...

Madalena,
Muito obrigado pelas visitas que me faz. Estou igualmente tão agradado pela citação que me fez.
Beijos de Angola

Madalena disse...

Eu é que agradeço, Luciano. Gosto muito dos seus blogues, que visito e consulto com frequência.
Lançarei de novo um provérbio para animar as conversas, que acha? Ou deixo para si esse desafio?Afinal, foi dos seus escritos que me apropriei...
Abraços de Portugal e continuemos a comunicar e a estreitar laços por estas pontes virtuais tão potencialmente ricas como eficazes.
Beijo.
Madalena