29.1.11

22.1.11

FOR YOU, MY FRIENDS


Por favor, desligue no final da página a música de fundo do blogue, clicando em II e só depois accione o vídeo. Obrigada.

21.1.11

EM TODOS OS JARDINS

Em todos os jardins hei-de florir,
Em todos beberei a lua cheia,
Quando enfim no meu fim eu possuir
Todas as praias onde o mar ondeia.



Um dia serei eu o mar e a areia,
A tudo quanto existe me hei-de unir,
E o meu sangue arrasta em cada veia
Esse abraço que um dia se há-de abrir.


Então receberei no meu desejo
Todo o fogo que habita na floresta
Conhecido por mim como um beijo.

Então serei o ritmo das paisagens,
A secreta abundância dessa festa
Que eu via prometida nas imagens.


Sophia de Mello Breyner Andersen, Em todos os jardins

11.1.11

TOCANDO NAS FIBRAS DO SER

Em cada deslizar do arco sobre as cordas da vida,
o arrepio da pele,
o sublime sentir do Ser
na celebração da plenitude,
de cores e sons impregnada.

Antes de activar o vídeo, suspenda a emissão da música de fundo no final desta página, para não haver sobreposição de sons. Basta "clicar" no sinal de stop ( II ).

INCORPORANDO

“Poesia não é para compreender mas para incorporar.
Entender é parede: procure ser árvore.”
Manoel de Barros

HOJE VOU VIVER ASSIM

Hoje vou viver assim, num reino encantado e ingénuo de imaginação, onde cada instante é tão intenso que não pensa, é só coração.
E entardecerei a alma com cores quentes de paz e alegria, cheia da plenitude das coisas belas e simples, como quando ainda nelas não tinha penetrado o conhecimento.

Hoje, desligar-me-ei e despojar-me-ei de tudo o que assim não for.

3.1.11

RECOMEÇA

Recomeça...
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.

E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.

Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.



E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.

És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças…
Miguel Torga

1.1.11

UM ANO MAIS AZUL

Voei em busca dos azuis que se escondem e rompem por entre e depois das tempestades.
E valeu a pena.
Que 2011 tenha um pouco mais de azul e nós asas menos pesadas para o alcançarmos.
Um bom Ano Novo para todos vós, para todos nós.