28.9.12

22.9.12

HOJE!

O Paradoxo do Nosso Tempo


"Bebemos demais, fumamos demais, gastamos sem critérios, conduzimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, vemos TV demais e rezamos raramente.

Multiplicamos os nossos bens, mas reduzimos os nossos valores.

Falamos demais, amamos raramente, odiamos frequentemente.

Aprendemos a sobreviver mas não a viver. Adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.

Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua para cumprimentar o nosso vizinho.

Conquistamos o espaço sideral mas não o nosso próprio espaço.

Fizemos muitas mais coisas, mas pouquíssimas melhores. Limpamos o ar, mas poluímos a alma. Dominamos o átomo mas não o nosso preconceito. Escrevemos mais, mas aprendemos menos. Planeamos mas realizamos menos.

Aprendemos a nos apressar e não a esperar.

Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir cópias como nunca, mas comunicamos menos entre nós.

Estamos na era das refeições rápidas e da digestão lenta. Do homem grande mas de caráter pequeno. Dos lucros acentuados e das relações vazias.

Esta é a era dos dois empregos, dos vários divórcios, das casas de luxo e lares despedaçados. Esta é a era das viagens rápidas, das fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas mágicas.

Um momento de muita coisa na vitrine e de muito pouco na despensa. De armários cheios e corações vazios.

Lembremo-nos de passar tempo com as pessoas que amamos, pois elas não estarão por aqui para sempre.

Lembremo-nos de dar um abraço carinhoso a um amigo, pois não nos custa nem um centavo.

Lembremo-nos de dizer "amo-te" ao nosso companheiro(a) e às pessoas que amamos mas, em primeiro lugar, amemos. Amemos muito.

Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de dentro de nós.

O segredo da vida não é ter tudo que queremos, mas AMAR tudo o que temos!

Por isso, valorizemos o que temos e as pessoas que estão ao nosso lado.

HOJE!"

George Carlin
















3.9.12

ODE

Coroai-me de rosas,
Coroai-me em verdade
           De rosas -
Rosas que se apagam
Em fronte a apagar-se
           Tão cedo!
Coroai-me de rosas

E de folhas breves
           E basta.

Ricardo Reis, Ode

2.9.12

ORAÇÃO

A Caminhada

À minha frente caminho inexiste
Atrás de mim caminho se faz
Oh, natureza
Oh, meu pai
Imenso pai que me fizeste ser eu próprio
Não tires de mim teus olhos e protege-me
Enche meu coração com teu vigor de pai

Para o fim desta longa caminhada
Para o fim desta longa caminhada
Para o fim desta longa caminhada
Para o fim

Poema A Caminhada, de Takamura Kôtarô
[Trad. do Japonês por António Nojiri, in Poesia Japonesa, págª 121]

1.9.12

ESTÓRIAS DO FIM DO DIA

Este vídeo é fundamental para a percepçáo da mensagem, pelo que deve
ser accionado no início da visualização das fotos.
Quando o fizer, por favor, desligue a música de fundo do blogue,
clicando em II, no final da página, para não haver sobreposição de sons.Obrigada.