26.1.10

O CÉU NA CHAMINÉ

Chaminé que construísse em minha casa, não seria para sair fumo, mas para entrar o céu.
Mia Couto, in Mar me quer

6 comentários:

Observador disse...

Não sou grande conhecedor da obra de Mia Couto.
Acho, contudo, que essa frase é extraordinária.

Paulo disse...

Olá boa tarde

Aludindo à frase do post, confesso que não foi pelo céu ou pela chaminé, mas mais através de uma pesquisa que fiz ontem no Google ao escrever a palavra "Embondeiro", que cheguei a este blog. A agradável surpresa foi encontrar uma fotografia de sua imagem, que reconheci de imediato, e, que estava ligada àquela sagrada árvore africana. Um link puxa outro e foi assim que tive o gosto de visita-la neste cantinho virtual.

Imagine que as coincidências não terminam por aqui, é que ainda hoje de manhã a vi pessoalmente momentos antes de entrar na reunião de serviço agendada. Por tal, foi me agora irresistível este impulso de lhe enviar uma saudação. Para mais, admiro a sensibilidade de outras pessoas criativas e interessantes que se dedicam a um blog e colocam a sua alma no empenho.

Bem haja Dr.ª Madalena

Paulo
ARDS

Alexandre Correia disse...

Olá Madalena,

A minha Madalena diria mesmo que essa chaminé tinha de ser bem grande, para caber nela o Pai Natal. Neste Natal, ela já sentiu bem o espírito do "aniversário do menino Jesus" e ainda hoje me conta ao ouvido que não conseguiu ver o Pai Natal, mas viu as renas a fugir! A imaginação é uma das nossas faculdades mais deliciosas...

Beijo,

Alexandre

Madalena disse...

Obrigada, Paulo pelos seus comentários e gentil mensagem.
A vida é assim, feita de surpresas e de inesperados encontros, como este. Que valem sempre a pena, pelo menos, do meu ponto de vista.
Gostei de o "ver" por aqui e espero que continue a visitar este espacinho onde coloco vários pontos de vistas, vários sentires e muitos olhares, em jeito de alma que se exprime.
Um abraço.

Madalena disse...

Olá, Alexandre.
Quem me dera que conseguíssemos manter essa imaginação e a abençoada inocência e ingenuidade da tua pequenina e muito minha querida homónima.
Quando nos vemos?
E cadê o jantar? :)
Beijo para a Madalena e para ti também.

Madalena disse...

Caro Observador, vale a pena ler Mia Couto. Títulos como Mar me quer, Contos abensonhados, entre outros. Tem uma imensa capacidade de transformar em poesia palavras que, como ninguém, sabe criar e recriar, juntando conceitos, imagens, sentimentos. É uma escrita despretenciosa, muito rica e sentida. Escrevendo em prosa como escreve e sendo meu conterrâneo, as frases que, como esta da chaminé, encontro no meio dos seus contos, crónicas e narrativas, são uma das minhas fontes de inspiração.
Um abraço.